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Set 2009
Parque Fioravante Galvani completa três anos de ações ambientais e valorização do Cerrado brasileiro

Ao completar três anos, no Dia do Cerrado, 11 de setembro, o Parque Fioravante Galvani tem muito a comemorar como resultado das ações desenvolvidas para valorização do Cerrado.
Inaugurado em 2006 pelo Instituto Lina Galvani, o parque criou o primeiro centro de conservação de espécies animais e vegetais do oeste baiano, em Luís Eduardo Magalhães (BA).
Por que é importante preservar o Cerrado?
Segundo maior bioma brasileiro, o Cerrado representa cerca de 25% do território nacional e abriga aproximadamente 10 mil espécies de plantas e mais de mil de animais que vivem ou se reproduzem na região. Outra riqueza são os recursos hídricos, pois no Cerrado encontram-se as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, da Prata e do São Francisco, as maiores da América do Sul.
Apesar do seu tamanho e importância, o Cerrado é um dos ambientes mais ameaçados do planeta. Dos mais de 2 milhões de km² de vegetação nativa, restam apenas 20% e, destes, somente 3% estão protegidos como reserva nacional.
Como as ações do parque contribuem para a conservação do Cerrado?
Em três anos, um intenso trabalho permitiu ao parque aumentar suas atividades de educação ambiental junto à comunidade. Desde a inauguração, mais de 5000 visitantes, entre estudantes, educadores e a comunidade local, vivenciaram as ações educativas e de conservação realizadas nos três segmentos de atuação: o Viveiro de Mudas, o Criadouro Conservacionista e o Núcleo de Educação Ambiental (NEA).
Com isso, os projetos viraram referência como uma bem-sucedida ação ambiental na região, o que viabilizou parcerias com empresas e instituições. “Com as parcerias dos diversos segmentos da sociedade conseguimos ampliar nossas ações para a conservação do cerrado e fortalecer os projetos socioambientais”, analisa a diretora executiva do Instituto Lina Galvani, Mariângela Pinho.
No Núcleo de Educação Ambiental (NEA) são realizadas atividades como o Projeto Renasce o Cerrado, desenvolvido em parceria com escolas municipais, com estimulo a práticas da educação ambiental através de atividades interdisciplinares. Outra ação são as Oficinas de Educação Ambiental que têm o objetivo de contribuir para a educação continuada de professores da região. E a mais recente iniciativa educacional, o Alô Cerrado, projeto de educomunicação em que crianças das comunidades rurais elaboram e apresentam um programa de rádio mensal.
Já o criadouro conservacionista, é um espaço para a conservação de espécies da fauna do cerrado, entre aves e mamíferos, alguns ameaçadas de extinção. Atualmente, o local abriga 22 animais e já conseguiu a reprodução do cervo-do-pantanal e da ararajuba.
Com a adesão de dez empresas parceiras à campanha “Adote uma Espécie”, o parque passou a manter diversas espécies, grande parte pertencente a lista de ameaçados de extinção. O criadouro passa por constantes reformulações para abrigar novas espécies que chegam para adoção.